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Vai começar dieta em 2026? Veja quais são as mais saudáveis 

Essas são boas opções de dietas saudáveis para começar o ano com mais energia, equilíbrio e resultados duradouros

Dra. Juliana Soares

Dra. Juliana Soares

5min • 1 de jan. de 2026

Prato de poke colorido com vegetais, grãos, sementes e salmão representando dieta saudável

As dietas saudáveis priorizam alimentos naturais, vegetais e gorduras boas, com equilíbrio e flexibilidade | Foto: Freepik

Muitas pessoas decidem mudar a alimentação em busca de mais energia, saúde e um corpo equilibrado todos os anos. Em meio a tantas escolhas, a ciência mostra que as dietas saudáveis são aquelas que combinam variedade, moderação e base vegetal, com espaço para adaptações culturais e preferências pessoais.

Ou seja, as campeãs são aquelas que priorizam vegetais, frutas, grãos integrais, leguminosas, peixes e gorduras boas, pilares que compõem o que os pesquisadores chamam de alimentação protetora.

A seguir, separamos as dietas saudáveis mais indicadas para quem quer começar um novo ciclo de alimentação equilibrada e saudável.

Dieta Mediterrânea: o padrão-ouro da longevidade

Inspirada nos hábitos alimentares de países como Itália e Grécia, a dieta mediterrânea é, há décadas, considerada uma das dietas saudáveis mais indicadas. Rica em azeite de oliva extravirgem, frutas, verduras, legumes, grãos integrais, leguminosas, peixes e oleaginosas, ela é considerada o modelo de equilíbrio entre prazer e nutrição.

Pesquisas associam esse padrão alimentar a menor risco de doenças cardíacas e diabetes tipo 2. O segredo está na combinação de gorduras boas e antioxidantes, que melhoram o perfil lipídico e protegem as artérias.

O ponto de atenção é o controle das porções de azeite e o equilíbrio calórico, já que o alto teor de gordura, mesmo saudável, pode elevar o consumo total de calorias. Ainda assim, é uma das dietas saudáveis mais flexíveis e sustentáveis para seguir por toda a vida.

Dieta DASH: foco na pressão e no coração

Criada originalmente para combater a hipertensão, a dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension, ou Abordagens Dietéticas para Parar a Hipertensão) se consolidou como uma das dietas saudáveis mais recomendadas por cardiologistas e nutricionistas.

Seu foco está em reduzir o sal, as gorduras saturadas e os açúcares, enquanto aumenta o consumo de frutas, verduras, laticínios magros, cereais integrais e proteínas magras. Por conta disso, ela é cientificamente associada à redução da pressão arterial, à melhora dos níveis de colesterol e à prevenção de doenças cardiovasculares.

Além de saudável, é uma das dietas mais acessíveis, já que pode ser adaptada a diferentes preferências alimentares. O maior desafio costuma ser manter o baixo consumo de sódio, especialmente pela presença de ultraprocessados na rotina moderna. Com preparo caseiro e orientação adequada, a adesão se torna mais viável.

Pescetariana e base vegetal: equilíbrio com foco em plantas

O grupo das dietas saudáveis à base vegetal reúne variações como pescetariana, vegetariana, vegana e flexitariana, todas centradas em alimentos de origem vegetal, mas com diferentes graus de restrição de produtos animais.

  • Pescetariana: inclui peixes e frutos do mar, fontes naturais de ômega-3 e vitamina B12;
  • Vegetariana e vegana: excluem carnes; no padrão vegano, também ovos, leite e derivados;
  • Flexitariana: prioriza plantas, mas admite pequenas quantidades ocasionais de carnes magras, ovos ou laticínios.

Essas abordagens favorecem o controle do colesterol, a saúde intestinal e a longevidade. Dietas mais restritivas exigem atenção a possíveis deficiências nutricionais, especialmente de ferro, zinco, cálcio e vitamina B12, o que reforça a importância do acompanhamento profissional.

Além dos benefícios à saúde, padrões alimentares à base de plantas também têm impacto ambiental positivo, ao reduzir a pegada ecológica associada à produção de carne.

Dieta low carb equilibrada: menos açúcar, mais qualidade

A dieta low carb envolve a redução da ingestão de carboidratos, embora não exista um consenso científico único sobre o limite exato que a define. Em geral, o foco está em diminuir carboidratos refinados e ultraprocessados, podendo incluir a redução de pães, arroz, massas, batatas e cereais, conforme o grau de restrição adotado.

Evidências indicam que a redução de carboidratos pode melhorar o controle glicêmico e reduzir triglicerídeos, especialmente nos primeiros meses. No entanto, versões muito restritivas, como a dieta cetogênica, costumam excluir frutas e cereais e aumentar o consumo de gorduras saturadas, o que pode comprometer a adesão a longo prazo.

Por isso, a composição da dieta deve ser individualizada. A redução de carboidratos geralmente eleva o consumo de proteínas e gorduras, exigindo acompanhamento profissional para manter o equilíbrio nutricional.

Resumo e principais características de cada dieta

Embora sigam estratégias diferentes, todas as dietas saudáveis citadas compartilham o objetivo de promover saúde, equilíbrio e prevenção de doenças.

  • Dieta Mediterrânea: azeite extravirgem, peixes, oleaginosas, frutas, legumes, verduras, grãos integrais e leguminosas; rica em antioxidantes e gorduras boas;
  • Dieta DASH: redução de sódio, gorduras saturadas e açúcares; aumento de frutas, verduras, laticínios magros, cereais integrais e proteínas magras;
  • Base vegetal: foco em vegetais, frutas, grãos, legumes e sementes; inclusão ou não de produtos animais conforme o padrão escolhido;
  • Low carb: redução da ingestão total de carboidratos, especialmente refinados, com grau variável de restrição.

Todos esses padrões podem ser adaptados às preferências individuais, desde que o foco permaneça na variedade e na qualidade dos alimentos.

O acompanhamento nutricional é indispensável

Mesmo dietas consideradas saudáveis podem gerar desequilíbrios quando seguidas sem orientação. O nutricionista tem o papel de personalizar o plano alimentar de acordo com objetivos, histórico clínico, composição corporal e rotina.

O acompanhamento especializado ajuda a prevenir deficiências nutricionais, melhora a adesão ao plano e permite ajustes ao longo do tempo. Além disso, fatores emocionais, culturais e sociais devem ser considerados para que a mudança seja realmente sustentável.

A mensagem final é clara: não existe dieta perfeita, mas sim um padrão alimentar equilibrado, variado e possível de manter. Priorizar comida de verdade, porções adequadas e orientação profissional é o caminho mais seguro para mudar hábitos sem cair em modismos.

Leia também: 10 alimentos para aumentar a imunidade (e como incluir na dieta)

Perguntas e respostas

1. Por que a dieta mediterrânea é tão recomendada?

Porque prioriza alimentos frescos, azeite extravirgem, peixes e vegetais, estando associada a menor risco de doenças cardíacas e diabetes tipo 2.

2. Qual é o principal objetivo da dieta DASH?

Reduzir a pressão arterial e melhorar a saúde do coração por meio do controle do sódio, das gorduras saturadas e dos açúcares.

3. O que diferencia as dietas vegetais entre si?

Elas variam conforme o grau de restrição de produtos animais: pescetariana inclui peixe; vegetariana e vegana excluem carnes; flexitariana permite pequenas quantidades ocasionais.

4. Como funciona a dieta low carb?

Ela reduz a ingestão total de carboidratos, especialmente os refinados, podendo variar de moderada a muito baixa conforme a proposta.

5. Quais cuidados são necessários ao seguir dietas vegetais ou low carb?

É preciso atenção a possíveis deficiências nutricionais e ao equilíbrio entre proteínas, gorduras e micronutrientes.

6. Por que o acompanhamento nutricional é importante?

Porque garante personalização, equilíbrio, prevenção de deficiências e maior adesão a longo prazo.

Não deixe de ler: Dieta DASH: como fazer a dieta que ajuda a baixar a pressão

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Escrito por Dra. Juliana Soares

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