BEM-ESTAR & ESTILO DE VIDA
Não é só whey: veja outras proteínas boas para colocar na dieta
Saiba o que considerar ao incluir proteínas no dia a dia e como combiná-las para obter mais benefícios

Dra. Juliana Soares
5min • 31 de dez. de 2025

Apostar em diferentes fontes de proteínas boas ajuda a equilibrar a nutrição e a fortalecer o corpo | Foto: Freepik
As proteínas boas estão por toda parte: nos ovos do café da manhã, no feijão do almoço e até nas nozes do lanche da tarde. Embora o whey protein seja o mais famoso entre quem treina, a verdade é que ele é apenas uma das muitas formas de garantir os aminoácidos essenciais que o corpo precisa para funcionar bem.
Esses nutrientes são indispensáveis para a saúde e para o desempenho físico. Eles participam da formação de músculos, ossos, pele e enzimas, além de ajudarem na imunidade e na regeneração dos tecidos. Mas a qualidade da proteína e a combinação entre diferentes fontes fazem toda diferença.
Por que as proteínas boas são essenciais
As proteínas são compostas por aminoácidos, que o organismo usa como blocos de construção. Nove desses aminoácidos são chamados de essenciais, pois não podem ser produzidos pelo corpo e precisam vir da alimentação. Sem eles, a regeneração muscular e o equilíbrio metabólico ficam comprometidos.
Além de formar tecidos, as proteínas participam de processos como o transporte de oxigênio, a produção de hormônios e a regulação do apetite. Um bom consumo diário ajuda a manter a massa magra, favorece o controle de peso e reduz a fome entre as refeições.
As chamadas proteínas boas são aquelas com alta digestibilidade, perfil completo de aminoácidos e baixo teor de gordura saturada. A chave está na variedade: cada tipo tem uma taxa de absorção e um papel específico na recuperação e manutenção do corpo.
Proteínas de origem animal: completas e de alta eficiência
As proteínas animais são consideradas proteínas boas e completas por conterem todos os aminoácidos essenciais em proporções adequadas. São também altamente biodisponíveis, ou seja, o corpo consegue absorver e utilizar quase tudo o que é consumido.
- Whey protein: derivado do soro do leite, é rapidamente absorvido e ideal para o pós-treino
- Caseína: digestão lenta, libera aminoácidos de forma gradual
- Ovos: referência em qualidade proteica e alta digestibilidade
- Leite e iogurte natural: proteína de alta qualidade, cálcio e vitaminas
- Peixes e frutos do mar: proteína associada ao ômega 3 e benefícios cardiovasculares
Carnes vermelhas também oferecem proteína de excelente qualidade, mas devem ser consumidas com moderação devido ao teor de gordura saturada. Priorizar preparações grelhadas, assadas ou cozidas ajuda a manter o equilíbrio nutricional.
Proteínas vegetais: boas para o corpo e para o planeta
As proteínas vegetais contêm fibras, antioxidantes e menor impacto ambiental. Embora muitas sejam incompletas isoladamente, combinações simples garantem um perfil ideal de aminoácidos.
O clássico arroz com feijão é um exemplo: juntos, formam uma proteína completa e de alta qualidade.
- Lentilhas
- Grão-de-bico
- Ervilhas
- Soja e derivados (tofu, tempeh, edamame)
- Amendoim e pasta de amendoim
- Nozes e sementes (chia, linhaça, castanhas)
- Quinoa
- Proteína vegetal texturizada (TVP)
A soja se destaca por ser uma proteína vegetal completa. Já sementes e oleaginosas oferecem gorduras boas e minerais que favorecem o metabolismo muscular e aumentam a saciedade.
Equilíbrio e digestibilidade
Mais importante que a origem da proteína é o equilíbrio entre qualidade e digestibilidade. Para isso, utiliza-se o índice PDCAAS, que avalia o perfil de aminoácidos e o aproveitamento pelo organismo.
Proteínas como whey, ovo e leite atingem a pontuação máxima (1,0). A soja aparece logo em seguida. Leguminosas como feijão e lentilha têm pontuações intermediárias, reforçando a importância de combinações alimentares.
Quantidade ideal de proteínas
A recomendação geral varia entre 0,8 e 1,2 g de proteína por quilo de peso corporal por dia. Atletas, gestantes e idosos podem precisar de até 1,6 g/kg, sempre com orientação profissional.
Boas práticas incluem:
- Inserir fontes magras de proteína em todas as refeições
- Combinar proteínas vegetais e animais
- Evitar depender apenas de suplementos
O papel das proteínas boas no desempenho e na saúde
As proteínas boas são essenciais para recuperação muscular, imunidade, controle glicêmico e manutenção da massa óssea. Mesmo para quem não treina intensamente, ajudam a estabilizar o açúcar no sangue e prolongar a saciedade.
Variar as fontes ao longo do dia garante benefícios nutricionais e metabólicos completos.
Veja também: Suplemento alimentar: o que é, para que serve e quando tomar
Perguntas e respostas
1. Por que consumir proteínas de diferentes fontes é importante?
Porque cada tipo oferece digestibilidade e perfis de aminoácidos distintos, melhorando recuperação e equilíbrio metabólico.
2. O que caracteriza uma proteína boa?
Alta digestibilidade, bom perfil de aminoácidos e menor teor de gordura saturada.
3. Proteínas vegetais podem substituir as animais?
Sim, desde que combinadas adequadamente ao longo do dia.
4. Qual o risco do excesso de proteína?
Pode sobrecarregar os rins e desequilibrar a dieta, especialmente quando baseada em carnes processadas.
Confira: Proteína para ganhar massa muscular: veja quanto você precisa por dia

