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Pular corda em casa emagrece? Saiba como começar a praticar

A atividade permite iniciar de forma leve, evoluir no próprio ritmo e ajustar o movimento conforme o corpo se adapta

Álvaro Menezes

Álvaro Menezes

5min • 7 de jan. de 2026

Mulher praticando pular corda ao ar livre em parque, exercício aeróbico que ajuda a queimar calorias, melhorar o condicionamento físico e auxiliar no emagrecimento.

Diferente de outras atividades, é um exercício cardiovascular de alta intensidade.

Para sair do sedentarismo e perder peso de forma efetiva, existem atividades eficientes e divertidas que podem ser feitas em casa, como pular corda. Bastante popular na infância, a prática é considerada um dos exercícios aeróbicos mais completos, pois envolve diversos grupos musculares, aumenta o gasto calórico e melhora o condicionamento físico, mesmo em treinos curtos.

Mas como começar? Conversamos com o profissional de educação física Álvaro Menezes para entender as principais orientações sobre a prática e como realizá-la com segurança.

Pular corda em casa emagrece mesmo?

Desde que seja praticado com regularidade e associado a hábitos saudáveis, pular corda pode ajudar na perda de peso. Diferente de outras atividades, é um exercício cardiovascular de alta intensidade, o que significa que ele eleva a frequência cardíaca rapidamente.

Quando o coração bate mais rápido, o corpo passa a demandar mais energia para se manter em movimento e, para suprir essa necessidade, ele recorre às reservas de gordura.

A perda de peso acontece porque o movimento usa grandes grupos musculares simultaneamente. As panturrilhas e coxas fazem o trabalho de propulsão e amortecimento, enquanto o abdômen precisa estar contraído para manter o equilíbrio e a postura. Ao mesmo tempo, os braços e ombros trabalham para manter o ritmo do giro da corda.

Tudo isso faz com que o organismo precise utilizar o estoque de gordura para atender à alta demanda energética. Além disso, por ser uma atividade intensa, pular corda contribui para o aumento da taxa metabólica, fazendo com que o corpo continue gastando energia de forma mais acelerada mesmo algum tempo após o término do exercício.

Pular corda queima quantas calorias?

O gasto calórico ao pular corda não é igual para todas as pessoas, pois depende de fatores como peso corporal, nível de condicionamento físico e intensidade do exercício. Quanto maior o ritmo e a continuidade do movimento, maior tende a ser o consumo de energia.

De modo geral, estima-se que cerca de 10 minutos pulando corda possam resultar em um gasto aproximado de 100 a 150 calorias. Em sessões mais longas, de 30 minutos, esse número pode chegar a 300 a 450 calorias, especialmente quando o exercício é realizado com poucas pausas e boa intensidade.

Quais músculos são trabalhados ao pular corda?

A prática de pular corda é bastante versátil, pois combina condicionamento físico, coordenação, ritmo e até um caráter recreativo, de acordo com Álvaro. O profissional aponta que, segundo estudos, pular corda está entre os exercícios mais completos, podendo ser utilizado para melhorar o nível de atividade física em diferentes fases da vida.

“É um exercício que trabalha todo o corpo, porém os protagonistas são as panturrilhas, especialmente os músculos gastrocnêmio e sóleo, os músculos abdominais, que atuam na estabilização do tronco, além dos ombros e braços, responsáveis pelo controle e pelo ritmo do movimento”, complementa.

Além desses grupos musculares, coxas e glúteos também participam do movimento, auxiliando na impulsão e no amortecimento dos impactos, enquanto a musculatura do core contribui para manter o equilíbrio e a postura durante toda a execução do exercício.

Como começar a pular corda em casa com segurança

Para começar a pular corda em casa com segurança, é importante preparar o corpo e o ambiente antes de iniciar a prática, adotando alguns cuidados básicos, como:

  • Escolher um espaço livre de obstáculos, com altura suficiente para o giro da corda;
  • Dar preferência a pisos que absorvam melhor o impacto;
  • Utilizar tênis adequados, com bom amortecimento e estabilidade;
  • Iniciar a prática em ritmo leve, com sessões curtas e pausas;
  • Realizar aquecimento antes do exercício;
  • Respeitar os limites do corpo;
  • O ideal é tirar os pés do chão apenas o suficiente para a corda passar (cerca de 3 a 5 cm). Quanto mais alto o salto, maior o impacto na descida;
  • Nunca encoste o calcanhar no chão, pois a aterrissagem deve ser feita sempre com a ponta dos pés;
  • Interromper a atividade diante de dor intensa ou desconforto persistente.

Para iniciantes, qual é o tempo ou intensidade recomendada para começar?

Para quem está começando, o ideal é iniciar com sessões curtas, de 5 a 10 minutos, em ritmo tranquilo e com pausas breves sempre que necessário, como orienta Álvaro. Como é um exercício que permite muita adaptação, cada pessoa pode ajustar o tempo e a intensidade de acordo com o próprio condicionamento físico.

À medida que a coordenação e a agilidade melhoram, é possível aumentar gradualmente o tempo de prática e testar variações de movimento, sempre respeitando os limites do corpo. E, acima de tudo, é importante que a atividade seja prazerosa, já que se divertir durante o exercício ajuda a manter a constância e os resultados ao longo do tempo.

Pular corda todos os dias faz mal?

Para a maioria das pessoas que estão em boa condição física e não apresentam problemas de saúde associados, pular corda diariamente pode ser seguro e bastante benéfico. Quando praticada de forma adequada, com intensidade controlada e respeito aos limites do corpo, a atividade contribui para a melhora do condicionamento cardiovascular, do gasto calórico e da coordenação motora.

Mesmo assim, é importante variar a intensidade, fazer pausas ou treinos mais leves e ficar atento a sinais como dor contínua, inchaço ou desconforto nas articulações. A alternância com outros tipos de exercícios e aumentar o ritmo aos poucos ajuda a evitar lesões e torna a prática mais segura a longo prazo.

Quais sinais indicam que o exercício está excessivo ou inadequado para determinado perfil físico?

Segundo Álvaro, a dificuldade para executar o movimento, com ou sem fadiga, é um dos principais sinais de que o exercício pode ser excessivo ou inadequado. Em alguns casos, isso faz parte do processo de aprendizagem e adaptação, e, com o tempo, a execução tende a se tornar mais segura e eficiente.

Por outro lado, também pode ocorrer o contrário: a pessoa inicia o exercício com boa execução, mas, à medida que a fadiga se instala, os movimentos passam a ficar descoordenados ou incorretos. Esse é um sinal de alerta, pois indica que o corpo já não está conseguindo sustentar a técnica adequada, aumentando o risco de lesões.

Quando interromper o exercício e procurar um profissional?

É importante interromper o exercício e procurar um profissional quando surgirem sinais como:

  • Dor intensa ou persistente;
  • Inchaço nas articulações;
  • Limitação ou dificuldade para movimentar a região;
  • Sensação de instabilidade;
  • Desconforto que não melhora após o descanso;
  • Dificuldade em executar os movimentos corretamente;
  • Queda no rendimento acompanhada de dor ou insegurança.

Pular corda tem contraindicações?

A atividade exige atenção em alguns casos, especialmente quando há fatores que aumentam o risco de lesão. Os principais pontos de alerta incluem:

  • Excesso de peso associado ao sedentarismo, já que o impacto de um salto pode chegar a até três vezes o peso corporal, aumentando o risco de sobrecarga quando o corpo não está preparado;
  • Dores frequentes nos joelhos e tornozelos, que indicam a necessidade de investigação antes de iniciar a prática;
  • Dores musculares intensas ou persistentes, que podem sinalizar excesso de esforço ou execução inadequada do exercício;
  • Histórico de problemas articulares, que exige avaliação individualizada e maior cautela;
  • Sobrepeso e dor no joelho, situações em que não é possível generalizar a liberação do exercício, sendo necessário analisar cada caso separadamente;
  • Resposta individual ao impacto, pois cada pessoa reage de forma diferente à sobrecarga gerada pelos saltos.

Por isso, a recomendação é iniciar de forma gradual, observar a resposta do corpo e buscar orientação profissional sempre que houver dúvidas ou desconforto.

Como emagrecer pulando corda em casa?

Antes de tudo, a perda de peso também depende de hábitos saudáveis no dia a dia, como:

  • Praticar pular corda com regularidade, mantendo uma frequência compatível com o seu condicionamento físico, para estimular o gasto calórico e a queima de gordura;
  • Manter uma alimentação equilibrada, priorizando refeições completas e nutritivas, que forneçam energia suficiente para o treino sem excessos;
  • Dar preferência a alimentos naturais, como frutas, legumes, verduras e grãos integrais, que contribuem para a saciedade e o bom funcionamento do organismo;
  • Consumir proteínas de boa qualidade, importantes para a recuperação muscular e para a manutenção da massa magra durante o processo de emagrecimento;
  • Evitar o excesso de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar, gordura e sódio, que dificultam o controle do peso;
  • Manter boa hidratação ao longo do dia, já que a água auxilia no metabolismo e no desempenho durante o exercício;
  • Dormir bem e respeitar o descanso do corpo, pois o sono adequado influencia diretamente o equilíbrio hormonal e a perda de peso;
  • Reduzir o sedentarismo fora do horário de treino, incorporando mais movimento à rotina diária;
  • Controlar o estresse e manter uma rotina equilibrada, uma vez que níveis elevados de estresse podem interferir no emagrecimento e na adesão aos hábitos saudáveis.

Por fim, é importante lembrar que consultar um médico é fundamental, especialmente antes de começar ou intensificar a prática de exercícios, principalmente para quem tem problemas de saúde, dores nas articulações ou histórico de lesões.

Além disso, a orientação de um profissional de educação física faz diferença. Ele pode indicar exercícios adequados, ajustar a intensidade, corrigir movimentos e ajudar a montar um treino seguro, respeitando os limites de cada pessoa e reduzindo o risco de lesões.

Perguntas frequentes

Pular corda é melhor do que caminhar?

Não existe um exercício melhor de forma absoluta. Pular corda tende a ter gasto calórico maior em menos tempo, enquanto a caminhada é mais acessível e de menor impacto. A escolha depende do objetivo, do condicionamento físico e das condições de saúde de cada pessoa.

Quanto tempo devo pular corda por dia?

Iniciantes podem começar com 5 a 10 minutos por sessão, com pausas. Com o tempo, esse período pode ser aumentado gradualmente, conforme melhora do condicionamento e da coordenação.

É normal sentir dor após pular corda?

Um leve desconforto muscular pode ocorrer, especialmente no início. No entanto, dor intensa, persistente ou localizada nas articulações não é normal e deve ser avaliada.

Posso pular corda em jejum?

Algumas pessoas optam por praticar em jejum, mas isso não é indicado para todos, pois sinais como tontura, fraqueza e queda de rendimento podem aparecer. A orientação profissional ajuda a definir a melhor estratégia.

É normal cansar rápido ao pular corda?

Sim, especialmente no início. Por ser um exercício intenso, o cansaço aparece rapidamente, mas com a prática regular, o condicionamento melhora e o tempo de execução aumenta gradualmente.

É melhor pular corda rápido ou devagar?

Ambos podem ter benefícios. Os ritmos mais lentos são indicados para iniciantes e adaptação, enquanto ritmos mais rápidos aumentam o gasto calórico e a intensidade do treino. O ideal é variar conforme o condicionamento.

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Escrito por Álvaro Menezes

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